| Ter um plano de carreira bem definido é fundamental para os profissionais brasileiros. Segundo pesquisa da Robert Half, empresa mundial em recrutamento, o fator foi apontado como primordial por 39% de nossos executivos, esse é o maior índice entre os países pesquisados.
O salário aparece como fator decisivo na mudança de empresa para os profissionais brasileiros, o item aparece em primeiro lugar com 56% das respostas. Em seguida vêm benefícios extras (50%), horários flexíveis (43%) e treinamento (40%). A questão salarial é apontada como fator decisivo também em outros países, como França, onde 63% dos entrevistados responderam ser esse o ponto mais importante, Alemanha (48%), Irlanda (55%), Espanha e Itália (ambos com 58%).
É em outros pontos da pesquisa, entretanto, que o brasileiro mostra ser mais preocupado com o desenvolvimento profissional do que seus colegas estrangeiros. Além da valorização do plano de carreira, treinamento (40%) e benefícios extras também são preocupações mais recorrentes entre os brasileiros.
Outro aspecto importante para nossos executivos é a possibilidade de trabalhar em casa, escolhido por 37% dos entrevistados. Na França e na Bélgica, por exemplo, esse índice fica abaixo dos 20%.
Outro lado
As companhias brasileiras também parecem reconhecer o crescimento profissional como atrativo para reter o funcionário. Não à toa, um plano de carreira claro foi apontado por 37% das nossas empresas, contra 26% na Espanha, 25% na Irlanda e 22% na Itália. Aqui o aumento salarial aparece apenas em sétimo lugar (19%), mostrando que, para aqueles responsáveis pela contratação, mais importante que pagar bem é garantir a qualificação e o estímulo ao empregado. "As empresas tendem a reter seus colaboradores com ferramentas que trazem um valor agregado para elas", comentou Fabio Saad, gerente da divisão de Mercado Financeiro da Robert Half.
A pesquisa ouviu executivos de média e alta gerência da Áustria, Bélgica, Brasil, República Tcheca, Dubai, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Espanha, Suíça e Holanda. As entrevistas foram realizadas no primeiro trimestre do ano. No Brasil, foram ouvidas 227 pessoas.
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